sexta-feira, 1 de novembro de 2013
PATRIMÓNIO TORRIENSE 1
Ermida do Senhor do Calvário, freguesia de Matacães, Torres Vedras.
Igreja de Matacães
(Fotos J Moedas Duarte)
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
ARTHUR DANTO

Morreu o homem que abriu caminhos de
entendimento para a arte contemporânea. Ver no PÚBLICO:
http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-arthur-danto-o-inventor-do-mundo-da-arte-
http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-arthur-danto-o-inventor-do-mundo-da-arte-
O ALPINISTA E DANTO
Quando um jornalista perguntou ao alpinista João Garcia porque
é que escalava montanhas, ele respondeu: “porque elas estão lá.”
Soube que Arthur Danto morreu hoje. Quem era este homem de
quem se fala e que eu desconhecia?
Numa pesquisa rápida, dei-me com um pequeno ensaio de Danto:
”Marcel Duchamp e o fim do gosto: uma defesa da arte contemporânea”: http://www.cap.eca.usp.br/ars12/arthur_danto.pdf)
Como tantas vezes acontece aos que deixam obras marcantes,
Danto continuará vivo no poder esclarecedor dos seus estudos. Rapidamente o
descobri na resposta que propõe para um problema que há muito me incomoda,
interroga e intriga: a arte contemporânea.
Neste texto, Danto reflecte sobre as posições de Jean Clair,
director do Museu Picasso em Paris, que se tornou acérrimo adversário da arte
contemporânea. Danto pega na velha questão dos conceitos de “bom gosto e mau
gosto” e, numa apaixonante digressão pela História de Arte, relembra os
itinerários de outro conceito desafiador, o de “abjecção”, para mostrar como
ele tem de ser entendido no contexto histórico. Porque não há pensamento/acção
fora da História. Veja-se a imagem de Cristo cruxificado, semi-nu e repleto de
chagas, pendurado numa armação de madeira: seria chocantemente abjecta se
deslocada do contexto da Contra –Reforma em que foi proposta aos crentes.
Entendi que é este o ponto de partida de Danto para nos
ensinar a entender a arte contemporânea e a perplexidade que ela tantas vezes
nos causa. Ao historiador-crítico de arte (designação tão usada por Vitor
Serrão) não compete condenar ou absolver mas sim desvendar, entender os
significados múltiplos que a arte dos nossos dias nos propõe.
À semelhança do alpinista, compete-nos ver, olhar e tentar
entender a obra de arte simplesmente porque
ela está lá.
J. Moedas Duarte
CIÊNCIAS SOCIAIS, IDEOLOGIA E METAFÍSICA
É estimulante mergulhar de novo nestas questões da Ciência /
Ciências Naturais e Ciências Sociais. Tanto mais quanto tenho consciência de
que, para fazer um trabalho de investigação na área da História ou do Património
–as que mais me interessam – necessito de um roteiro teórico-prático que me guie
no processo de construção do conhecimento. E esse é o MÉTODO.
Parece-me crucial reconhecer a importância do método na abordagem científica,
entendendo-se como método o conjunto de regras e de técnicas escolhidos para
abordar qualquer objecto de
HÁ UMA “VERDADE” OU “PARCELAS DE VERDADE”?
HÁ UMA “VERDADE” OU “PARCELAS DE VERDADE”?
Reflectindo sobre a possibilidade de chegar à verdade a
partir das teorizações do Círculo de Viena (neopositivismo) e das
contribuições/correcções de Karl Popper, anoto:
Nas Ciências Sociais (CS) como nas Naturais (CN)
parte-se sempre de um problema para o
qual se propõem soluções que devem
ser alvos de crítica, (tentativa/erro/nova
tentativa/novo erro…
K. Popper diz textualmente: “A tensão entre
saber e não-saber conduz ao problema e à tentativa de solução. Porém, jamais é
superada” (cf. K.Popper, Em busca de um
mundo melhor, ed. Fragmentos, Lisboa, 1989, cap. A lógica das Ciências
Sociais, pp. 71 e sgts). Portanto:
CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
ISTO ESTÁ TUDO LIGADO
Quando me iniciei nos estudos
universitários, na Faculdade de Letras, tive grandes discussões com antigos
colegas de Liceu que tinham ido para o Técnico. Eles defendiam o primado das
“ciências exactas”, contrapondo-as às minhas “humanidades”. Acantonados atrás
da Matemática e da Física, desvalorizavam o que consideravam “as especulações
subjectivas da Filosofia e as descrições fantasistas da História “.
Valeu-me um mestre, o prof.
Borges de Macedo, que na disciplina de Teoria da História, logo no 1º ano da
Licenciatura, nos conduziu às grandes questões das Ciências Sociais.
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